sexta-feira, 20 de junho de 2008

Será o fim do cd?

Marcelo Silva

A relação do indivíduo com a música sempre foi marcada pela contemplação. Desde os primeiros registros em áudio que o ouvinte trata o Lp ou cd como algo fechado onde ele não tem a possibilidade de interferir. Porém, neste começo de século XXI, novas tecnologias tornam possível a participação do consumidor na obra do artista, oferecendo um item fundamental nesses novos tempos: interatividade.
O surgimento do
iPod em fins de 2001 trouxe a chance do ouvinte dialogar e interferir na disposição das canções, ou seja, a partir desse momento ele passa a criar seus próprios discos. Pinçar uma ou duas músicas de vários artistas e montar uma coletânea, pegar um álbum e reordenar as faixas da maneira que lhe convém... O cd perde força e a canção - isoladamente - ganha em importância. Ótimo para os consumidores. Para os artistas, nem tanto.

"Eu acho que esse caminho é sem volta. Pra mim, a tendência é que o cd acabe. Mas é uma sacanagem com os artistas, porque o cara fica meses tentando fazer um disco legal e as pessoas vão pegar só uma música e ficar ouvindo direto. O resto do trabalho dele vai passar despercebido", afirma a estudante Júlia Almeida. Alguns artistas já compreenderam a necessidade de se adaptar a essa nova realidade.

Gilberto Gil é um deles. Durante o lançamento de seu novo cd, "Banda Larga Cordel", o ministro afirmou que pretende, entre outras novidades, disponibilizar gravações alternativas - que ficaram fora do cd - para que os ouvintes possam modificá-las. E não se preocupou com a ordem das músicas em seu novo trabalho. "As pessoas vão fazer discos de cinco faixas mesmo", declarou.

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quinta-feira, 19 de junho de 2008

Exposição em homenagem à Jorge Amado

Bianca Giampietro

Está em cartaz a exposição "Bahia de Jorge Amado", apresentando fotos históricas da Bahia, seu povo e seus cenários, que tenham alguma ligação com o escritor. Uma maneira diferente de homenageá-lo.

As fotos foram feitas a partir do século XIX e trazem aspectos das paisagens da época, e dos personagens do lugar. O período de 1940 a 1980 mostra os temas que circundam os habitantes e a cultura baiana, como a capoeira e o candomblé, por exemplo, que eram espetáculos muito comuns vistos nas ruas, de graça. O último ciclo é da década de 90, com registros fotográficos de Eduardo Simões, que conhece Jorge Amado e já o retratou para os Cadernos da Literatura Brasileira, publicação semestral que a cada edição trata da vida e da obra de um autor nacional. Além de Edu Simões, estão lá outros fotógrafos renomados como Marcel Gautherot, José Medeiros e Marc Ferrez. O responsável pela exposição, Carlos Vasconcellos, convoca os fãs de Jorge e da Bahia. "Seria muito bom para quem viesse aqui, que depois pesquisasse sobre a Bahia, para notar as peculiaridades em sua cultura e seus lugares históricos", diz ele contagiado pelo sucesso da mostra.

Quem se interessou pela exposição, ela se encontra no Instituto Moreira Salles, de terça a domingo, das 13h às 20h. A mostra é de graça e está no Instituto desde o dia 28 de maio, com data para terminar no dia 20 de agosto. O Instituto se localiza na Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea.

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segunda-feira, 16 de junho de 2008

O retorno dos LPs: modismo ou veio pra ficar?

Bianca Giampietro

Quem arriscaria um palpite que afirmasse com certeza absoluta a volta do LP? Provavelmente ninguém. No entanto, de acordo com pesquisas realizadas pela Nielsen SoundScan - instituição que monitora a indústria fonográfica - de 2006 para cá, as vendas de LPs aumentaram de 858 mil para um milhão. E esse número pode vir a impressionar ainda, chegando a 1,6 milhão até o fim desse ano.


E o consumo de cd vem caindo desde a invenção do mp3 e a livre troca de arquivos pela internet, que facilitaram a pirataria. Piorando a situação dos cds, o vinil parece ter entrado mesmo na moda. Festas com ipod são apenas para os modernos, os que buscam o som clássico e de qualidade se entregam as raridades de LPs e aos lançamentos, mas não são todos os artistas que divulgam seus novos trabalhos assim. Elvis Costelo, por exemplo, gostou da idéia e, em abril, lançou seu álbum "Momofuku" uma semana antes em LP, e só depois os CDs chegaram às lojas.


Para Henri Castro, responsável pela loja Fnac do Barra Shopping, há um interesse no LP mas que não passará de um modismo. "É como querer que o mundo volte ao passado e perca em tecnologia. O mp3 veio pra ficar e a indústria fonográfica terá q se adaptar a isso. Voltar com o vinil não irá acrescentar nada ao mundo da música", afirmou ele, desacreditado nessa nova tendência.


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Semana com muito MPB no Leblon

Gabriel Campista

O Shopping Rio Design programou uma semana toda voltada para os fãs de MPB, com shows todos os dias da semana (do dia 16 até 22) com interpretes como Márcia Krengiel, Gabriel Guerra e o DJ Marcelinho da Lua. O evento acontecerá mais precisamente no Armazém Digital, a casa da MPB segundo o diretor de eventos do local há dois anos Lucas Castelo Branco. “Começamos com projetos pioneiros que hoje são sucesso de público. A semana de MPB é uma oportunidade maravilhosa de jovens cariocas ouvirem música brasileira de verdade”.

O público que é basicamente de jovens vem agradando os organizadores do evento que trouxeram nomes novos como o DJ Marcelinho da Lua. “É um estilo que eu gosto, meio pocket show. Consigo interagir com todos com meu som, tomara que ano que vem eu seja convidado outra vez”.

Marcelinho vai se apresentar todos os dias nos intervalos dos shows. Não é cobrados entrada, e o público começa a entrar uma hora antes das apresentações.

A promessa é de uma salada musical, que vai de Tom Jobim a
Vanessa da Mata, algo que uma o clássico ao atual, sem deixar de agradar ninguém. “É incrível como o público brasileiro gosta de MPB, só que às vezes é tão bombardeado com músicas internacionais e de pouca qualidade que acaba se esquecendo das boas melodias nacionais. É só tocar um pouco de Vinicius, Tom e Chico que todos sabem as letras”, afirmou Lucas Castelo Branco.

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Mulheres, animem-se: as tranças voltaram!

Amanda Lopez
As tranças estão de volta, sendo usadas por muitas famosas. Fácil de fazer, a onda do próximo verão promete ganhar a cabeça não só das estrelas, mas também de mulheres comuns, fazendo a moda sair das passarelas e ganhar as ruas. Na última edição do Fashion Rio, o maquiador Theo Carias incrementou as modelos do desfile da estilista Rita Wainer com tranças de diversos estilos, variando das tradicionais a tranças misturadas a tiras de tecido e apliques.

No salão Brilho Maior, localizado na Zona Norte do Rio de Janeiro, o cabeleleiro Carlos Sião afirma que essa tendência realmente já ganhou as ruas, principalmente em ocasiões especiais. "Faço muitos penteados com tranças para casamento. As clientes já vem de casa com recortes de revistas com fotos de famosas e querem fazer igual. As tranças nunca deveriam ter saído de moda, são leves e chiques. Ainda bem que agora elas voltaram com tudo!", indica o cabeleireiro.

Carlos Sião também revela o preço do penteado: R$60. Mas, quem quiser fazer em casa, para usar no dia-a-dia, a receita é fácil. "Geralmente recomendo que se faça uma escova antes de trançar os cabelos, para que os fios não fiquem arrepiados. Depois de dividir o cabelo em três partes iguais é só começar a fazer o trançado, prendendo o cabelo no fim com um elástico", ensina o cabeleireiro, que recomenda também o uso de um laquê para fixar o penteado.

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O Diabo também tem graça

Ana Carolina Fortunato

Com uma nova temporada no Teatro SESI, "O Diabo Veste Saara", conta a história de Nadja, uma socialite em decadência, que é largada pelo seu marido Taufik por outra mulher. A ex-ricaça, enlouquecida, fica agora morando no apartamento vazio, com a empregada Gina, sua fiel escudeira, que é paga por Taufik, e só recebe a visita de poucos amigos, como, Rafaela, outra socialite, seu gurú, Lokatma Daza, e Kristofferson, um antigo cabelereiro.

A comédia faz referência ao universo pop e às produções hollywoodianas, satiriza sucessos como "O Diabo Veste Prada", "Atração Fatal", "Indiana Jones". Com humor nonsense e um visual pop inspirado em cartoons e no mundo das histórias em quadrinhos, é uma divertida montagem que satiriza o mundo dos ricos e famosos, da moda, dos fashionistas e das seitas religiosas. Além de Marcelo Lino, estão presentes no elenco as atrizes Melissa Maia e Élida L'astorina, entre outros.

Para Fernanda Coutinho que conferiu a éstreia no Teatro Cândido Mendes, em setembro do ano passado, a peça faz qualquer um rolar de rir, e já reservou uma data na agenda para levar seu marido ao Teatro SESI. "É uma peça inteligente, com sátiras engraçadas não tem como não gostar. Fui da última vez com uma amiga, comentei tanto sobre a peça, que agora vou ter que voltar com meu marido." diz Fernanda.

Confira essa ótima dica para relaxar depois de um dia estressante de trabalho.
Endereço Av. Graça Aranha, 01
Centro Telefone (21)2563-4163
Temporada: 10 de junho a 10 de setembro(exceto dias 29 e 30 de julho e 05 de agosto)
Horário: 19h30 (terças e quartas)
Duração: 1 hora e 20 minutos
Preço: R$ 20,00
Idosos e estudantes: 50%
Classificação indicativa: 12 anos
Vendas antecipadas de ingressos:
TicketTronicks
Central Telefônica: (21) 2542-4010
Pontos de Venda:
- Modern Sound
- Postos BR credenciados

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Cinesul 2008 estréia amanhã no Rio de Janeiro para os fãs da sétima arte

Eliana Patrícia Stumpf

De 17 a 29 de junho, o público carioca será contemplado com o Cinesul 2008 - 15º Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo, que reúne e promove as produções cinematográficas latino-americanas, e de Portugal e Espanha que participam desde 2006. Espalhado por cinco pontos de exibição (Centro Cultural Banco do Brasil, Centro Cultural dos Correios, Casa França-Brasil, Cinemateca do MAM e Ponto Cine, em Guadalupe), o Festival, produzido pela Pulsar Artes e Produção Ltda, é organizado pelo produtor e pesquisador Leonardo Gavina, que comenta "serão 80 filmes em competição e cerca de 160 exibidos em mostras paralelas".

Este ano, a expectativa dos envolvidos é a melhor possível, não só porque o número de trabalhos inscritos cresceu muito, mas, por apresentarem uma qualidade maior. "Conseguimos junto aos nossos patrocinadores, Ministério da Cultura, Secretaria do Audiovisual, Banco do Brasil e a Petrobrás, que a entrada fosse franca para todos, como um presente pelos 15 anos da iniciativa, e com distribuição de senhas meia-hora antes das exibições", relata Washington Carvalho. E acrescenta "o que mais nos empolga é que o festival vai sair do corredor cultural do Centro do Rio, e irá até o bairro de Guadalupe, além de visitar os alunos da rede municipal de ensino espalhados por dez CRE's escolhidos".

Segundo Washington, também é estudado o projeto de levar o Cinesul, em edições especiais, por outras cidades brasileiras, como já aconteceu algumas vezes em São Paulo e em Brasília, mas, principalmente para os países ibéricos, como forma de ampliar a projeção para os participantes que, podem ser quaisquer longas, médias e curtas-metragens de ficção ou documentário, inéditos ou já premiados. Como requisito, os trabalhos devem ter sido rodados até os dois anos anteriores ao Festival. "Nesta edição, eles terão um incentivo a mais devido à premiação em dinheiro oferecida junto com o troféu", e convoca as pessoas a comparecerem e a votarem em seus filmes preferidos "aproveitem a oportunidade, é 0800".

Confira a programação do Cinesul 2008

Serviço:
CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL
Rua Primeiro de Março, 66 - Centro
Tel. 3808-2020


CENTRO CULTURAL CORREIOS
Rua Visconde de Itaboraí, 20 - Centro
Tel. 2253-1580

CASA FRANÇA-BRASIL
Rua Visconde de Itaboraí, 78 - Centro
Tel. 2253-5366

CINEMATECA DO MAM
Av. Infante Dom Henrique, 85 - Centro
Tel. 2240-4944

PONTO CINE
Estrada do Camboatá, 2300 – Guadalupe
Tel. 3106 9995

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