segunda-feira, 31 de março de 2008

Neo-realistas: a arte sobre os escombros.

Marcelo Silva

Em 1945, a segunda guerra mundial chegava ao fim. A Itália - um dos países derrotados no conflito - encontrava-se devastada. Um país sob as ruínas causadas pelas bombas inimigas e que amargava uma grave depressão econômica. Diante de um contexto dramático, surge um grupo de cineastas dispostos a mostrar a realidade italiana tal como ela se apresentava nos primeiros anos do pós-guerra. O movimento ficaria conhecido como "neo-realismo", numa referência ao realismo - um tipo de cinema realizado na Itália de Mussolini e que se caracterizava pelas grandes produções.

"Roma, Cidade Aberta", dirigido por Roberto Rosselini e lançado em 1945, é apontado por muitos críticos como o filme que dá início à escola neo-realista. Na película, encontramos uma série de elementos novos para o cinema da época: as filmagens são feitas de preferência nas ruas ( Rosselini não utiliza estúdios), os atores são desconhecidos ou amadores, os diálogos não são refeitos ou editados em estúdio após a realização das cenas, mas gravados com som direto do microfone.

Não se tratava de estilo, mas sim de condições econômicas. "O que o pessoal do neo-realismo fez na Itália, naquela época, foi o cinema do possível, porque eles não tinham dinheiro pra grandes produções. A Itália estava destruída e não existia estúdio de cinema lá logo após a segunda guerra mundial. Então o jeito foi sair e filmar na rua", afirma o estudante de cinema Pedro Gouveia.

Além de Rosselini, merecem destaque Vittorio De Sica - diretor de "Ladrões de Bicicleta" (1948)-, Luchino Visconti e Giussepe Amato. Anos depois, o neo-realismo seria uma grande influência para a nouvelle vague francesa e o cinema novo brasileiro - dois estilos de cinema dos anos 60 que, assim como os neo-realistas, apresentavam um forte traço sócio-político em suas produções.

Assista alguns trechos de filmes neo-realistas:

"Roma, Cidade aberta": http://www.youtube.com/watch?v=yzpOhnZFL_c
"Ladrões de bicicleta": http://www.youtube.com/watch?v=7AG3PVHgyFI&feature=related
"Belíssima": http://www.youtube.com/watch?v=0LluploWn_U

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Acerte na escolha do seu jeans

Amanda Lopez

No século XIX chegava ao mercado da moda americana uma peça que logo ganhou o corpo de todos os jovens no país. Hoje, 150 anos depois, a descoberta de Levi Strassus já ganhou o mundo. Nessa temporada outono-inverno o Jeans vem com força total, resgatando alguns modelos que já fizeram muito sucesso no passado.

De acordo com a consultora de moda Jackeline Menezes, a tendência desta estação são as calças jeans estilo Skinny -justas nas pernas- e as de cintura alta, que resurgiram no inverno de 2007 e continuam na moda, cada vez ganhando mais o corpo feminino por esconder aqueles "pneuzinhos" indesejáveis.
Já os homens, que geralmente não seguem muito os modelos das passarelas, devem ficar atentos a alguns detalhes cruciais. Algumas combinações podem pegar muito mal. "Quanto mais formal a ocasião, ou mais elegante você quiser ficar, mais escuro seu jeans deve ser. E em ocasiões que os homens tiverem que usar paletó ou gravata, o jeans não deve ser a escolha", ensina Jackeline.

Já para as pessoas que gostam de usar jeans no corpo todo, não só nas pernas, a consultora de moda acrescenta que peças em jeans, como calçados, bolsas e bonés, estão supor fora de moda. Já shorts, saias e vestidos estão com tudo em cima. Jackeline ainda adianta mais uma tendência dessa estação. "Dessa vez a novidade é o colete. Use por cima de vestidos ou camisetas, para dar um acabamento inusitado no visual. Claros ou escuros, com ou sem detalhes. Quanto às jaquetas, é bom dar um toque: já que as batas vieram pra ficar, se bater aquele frio e resolver usar uma jaqueta -ou qualquer outro casaco- use um curto, no comprimento de um bolero, que fique entre a linha do umbigo e um pouco abaixo dos seios", finaliza Jackeline. Com essas dicas e com um bom jeans no armário só fica fora de moda quem quiser.


Acesse conteúdos de moda na web:
http://www.omelhordamoda.com.br/
http://www.clickmoda.com.br/
http://www.namoda.com.br/

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Estréia o filme Jumper no Brasil


Lucas Sobrinho

A superprodução norte americana Jumper estreou bem nos cinemas do país. O filme conta a história David Rice (Hayden Christensen), um jumper. Sua vida muda por completo após descobrir seus poderes de tele transporte. Seus poderes lhe permitem que viaje para qualquer lugar a qualquer momento. Por causa de seus dotes, passa ser perseguido por uma organização que caça os jumpers desde a idade Média. David acaba aliando-se a outro jumper. Nesse trajeto se vê envolvido em uma batalha entre o bem e o mal. O elenco do filme conta com Samuel Jackson e Jamie Bell de Billie Elliot. O diretor é Doug Liman, mesmo diretor de “A identidade Bourne”.

O filme vem dividindo opiniões desde sua estréia nos Estados Unidos. Este é mais um filme de ação bem ao estilo Hollywood. Não falta nada. Há perseguições, corridas de carro, lutas, assaltos, tudo que não poderia faltar num típico filme de ação americano. Jumpers conta com ação do início ao fim. Muito falado pelos críticos dos Estados Unidos e Brasil (na maioria mal falado), parece não ser afetado. Fans de filmes de ação têm um prato cheio com Jumpers. Thiago da Silva, estudante de psicologia da PUC afirma “gostei do filme, venho para o cinema para me divertir e me diverti.”. Porém, como antes afirmado, o público ficou dividido na hora de opinar. A estudante de gastronomia Luiza Fernandes diz sem peso na consciência “não gostei nem um pouco, só vim mesmo por causa dele(namorado). Esses filmes de ação americano são todos iguais!”, na mesma hora seu acompanhante, João Vicente Goulart, replicou, “eu gostei”. No final, dos espectadores, percebe-se que em sua maioria, aprova o filme.

Bem, mas o fato é, mesmo filmes de ação americanos serem sempre iguais, dividirem opiniões e críticos odiarem, Jumpers não fugiu a regra, estourou nas bilheterias da terra do Tio Sam, e pelo resto do mundo. O filme que custou aproximadamente 85 milhões de dólares, rendeu apenas no primeiro fim de semana nos Estados Unidos, mais de 34 milhões em verdinhas. Mantendo-se na primeira posição dos mais assistidos durante semanas, já rendeu apenas nos EUA 79 milhões de dólares até ontem. Desde sua estréia nos EUA no dia 14 de fevereiro, rendeu pelo mundo afora mais de 111 milhões, totalizando quase 190 milhões para o bolso de seus produtores.
Links:
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Limonize-se

Ana Carolina Fortunato

A nova mania da internet agora é o site de relacionamentos e entretenimento Limão. É uma rede social descolada, em sintonia com a tendência do mercado digital, em um contexto de mobilidade, transformação e liberdade de idéias.

Os usuários são responsáveis pelo compartilhamento de interesses e assim mantêm o portal atualizado e cheio de novidades. Em todos os espaços do Limão, há uma interatividade entre o site e o usuário, e este pode participar enviando vídeos, fotos, reportagens, e até se cadastrar para participar do novo comercial de divulgação do site.

Com mais de 170 mil adeptos desde de outubro de 2007, Limão virou um termo de atitude, originalidade e criatividade. Segundo um de seus usuários, Lokmix, "Sem sombra de dúvidas esse site tem um grande futuro, basta 30 minutos online, para querer fazer parte dessa comunidade de limônicos."

Tem parcerias com o
Estadão, Eurogames, Coolnex, e possui Webmail de 7gb, tudo como o próprio site diz, com um toque de Limão.

Nasceu inspirado em um fenômeno chamado flash mobs, onde um grupo de pessoas combina encontros pela web em lugares públicos para performances ou ações sem sentido aparente com a finalidade de se divertirem.

Para fazer parte dessa limonada acesse o
site e limonize-se.



Teatro: Uma ótima opção para o fim de semana

Bruna de Oliveira
Com mais de 100 mil expectadores a comédia "Minha mãe é uma peça" já está a mais de um ano em cartaz e continua enchendo os teatros por onde passa. A peça conta a história de uma mãe aposentada e sozinha que se mostra preocupada com os filhos e ainda os trata como se fossem crianças. A rotina e as características comuns a todas as mães são um dos fatores que garantem o sucesso da peça que é uma ótima opção para um programa família no fim de semana. Todos os expectadores conseguem notar algum ponto em comum com a sua mãe durante a peça. "Ela é igual a minha mãe e igual a minha avó também" contou o jovem Rafael Santos após a peça. A rotina da personagem Hermínia é repleta de dilemas e situações cômicas vividas por essa mãe compõe o enredo da peça e, além de divertir o público, leva à reflexão sobre as loucuras e complexidades da própria mãe. O ator revelou que se inspirou na própria mãe e na mãe de alguns amigos para compor a personagem. A peça está em cartaz no Teatro dos Quatro no Shopping da Gávea.
Censura: 12 anos
Horário:Quinta à Sáb às 21:30h / Dom. às 20:30hPreços: Quinta a Dom. R$ 50,00 2° Piso - Tel.:2274-9895 / 2239-1095
Bilheteria: 3ªf a Dom. 14:00 às 21:30


Um outra opção é a comédia "Terapia do riso" que fala sobre personagens comuns interpretados por três atores. As trocas de roupa e a maquiagem são realizadas no palco pelo próprios atores. Todos compõem um grupo de terapia do riso e se revezam para contar seus problemas na cadeira do analista. O espetáculo consegue uma integração imediata com a platéia que se reconhece em cena e se diverte. Um dos atores faz papel de um analista e sempre solta frases para os expectadores tornando o espetáculo mais divertido. A peça está em cartaz no Shopping da Gávea no teatro Vanucci.
Censura: 14 anos
Horário: Qui à sáb. às 21:30hDom. às 20:30h
Quintas e Sextas - R$ 40,00
Sábados e Domingos - R$ 50,00
3° Piso - Tel.:2274-7246 / 2239-8595


Outras opções:
O Método Grönholm - A peça contém de maneira humorada e irônica como as pessoas se portam em uma dinâmica de grupo e sobre diversas situações que fazem com que os candidatos exponham suas opiniões e sua capacidade de trabalhar em grupo e respeitar as diferenças. Todas as provas às quais os candidatos são submetidos no palco são inspiradas em técnicas reais de seleção pessoal, documentadas em antigos livros escritos por especialistas sobre o assuntoEm cartaz no Teatro do Leblon na sala Fernanda Montenegro. Quinta a sábado às 21h 30min e domingo às 20h e 30min. Quinta - R$ 50,00/ Sexta e domingo - R$ 60,00/ Sábado - R$ - 70,00.
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Um hiato de sucesso

Bianca Giampietro

Formada por Marcelo Camelo, Rodrigo Amarante, Rodrigo Barba e Bruno Medina, a banda Los Hermanos se lançou no mercado fonográfico em 1999 com o sucesso "Anna Julia", e em abril de 2007 anunciou que entraria em recesso por tempo indeterminado, alegando que cada um havia acumulado muitos projetos solos. A legião de fãs que comparaceu em peso aos últimos shows da banda, esgotando os ingressos, acompanha ansiosa por esses projetos.

Rodrigo Amarante após o fim, se dedica inteiramente a sua banda Orquestra Imperial, e continua musicando e compondo. Bruno Medina, que já escrevia seu blog pessoal, escreve um blog semanal no site da globo.com, intitulado "Instante Posterior". Rodrigo Barba agora toca em novas bandas, Latuya e Canastra.

Marcelo Camelo é o único que está se dedicando veemente a sua carreira solo, fazendo apenas algumas participações em shows de cantores de MPB, como Bebeto Castilho. Ele, que já entrou em estúdio para gravar seu CD, lançou duas músicas recentemente em seu Myspace (site pessoal de relacionamento), "Doce Solidão" e "Téo e a Gaivota". Os fãs não se surpreendem com o estilo de Camelo, já que ele agora estará mais desvirtuado do rock, seguindo a linha da mpb clássica e do samba. O estudante Eduardo Azevedo torce pela volta da banda, mas acredita numa carreira de sucesso para Marcelo Camelo. "Sempre gostei do estilo do Camelo em músicas e participações solo. Agora é esperar pra ver o que vem por aí", afirma ele confiante no CD.


Para acompanhar os Hermanos:










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Arte para o grande público em visita à Igreja do Carmo

Eliana Patrícia Stumpf

No último dia 08 de março ocorreu o início da reabertura da Igreja Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, situada diante da Praça XV no Centro do Rio. Segundo a Prefeitura do Rio, a restauração metódica durou um ano e meio, e faz parte de todos os eventos programados para as comemorações do bicentenário da vinda da Família Real para o Brasil. Além desta, também patrocinaram a reforma o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e a Fundação Roberto Marinho, dentre outros.

A festa de reinauguração foi restrita a representantes eclesiásticos, a membros da Família Real Brasileira e também de autoridades governamentais, entretanto, no dia seguinte à celebração, o acesso público ficou disponível e visitas guiadas à antiga Capela Real e Catedral do Rio de Janeiro acontecem diariamente a partir das 14h, com direito a um espetáculo de luz e som que, conta melhor um pouco da própria história deste monumento da arquitetura e, também de episódios da realeza brasielira.

Para historiadores "esse é o exemplo de uma obra-prima do gênero rococó, estilo típico do final do século XVIII". Os visitantes podem apreciar todo o capricho empregado nos detalhes do interior da Igreja, porém, como estes ressaltam "a fachada da construção foi construída em estilo pombalino, mais sóbrio, e sofreu várias alterações ao longo dos anos, e sua restauração não é fidedigna ao projeto original".

É uma ótima oportunidade a preços bem populares, R$ 8,00 o ingresso inteiro e R$ 4,00a meia-entrada, para o aprofundamento em temas artísticos e históricos. E apesar dos preços módicos, que serão integralmente repassados para a manutenção da obra, o visitante vai se surpreender com a riqueza da reforma. De acordo com os responsáveis pela obra "foram utilizadas 22,5 mil folhas de ouro e o gasto final foi de R$ 11,2 milhões".

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quinta-feira, 27 de março de 2008

Fábricas de sonhos - 3ª parte

Eliana Patrícia Stumpf

Ao mesmo tempo, o Grupo Cultural AfroReggae já possui filiais do seu trabalho na favela Parada de Lucas (comunidade que, apesar de vizinha a Vigário Geral, vive em guerra com esta por conta de facções criminosas rivais), no Complexo do Alemão, no Cantagalo e em Jardim Nova Era, que fica no município de Nova Iguaçu. Ademais, junto ao Nós do Morro, à Cufa (Central Única das Favelas) e ao Observatório das Favelas, o GCAR desenvolve o F4, ou Favela a Quatro, que promove um intercâmbio entre os profissionais destas ONG’s.

Cecília Alves, 27 anos, começou sua carreira aos 16 anos nos Ciclos de Estudo Dramatizados que aconteciam no Teatro Dulcina,ministrados pelo diretor Ricardo “Caco” Coelho que, não tardou muito a levá-la para a Companhia Teatral Fudidos Privilegiados de Antônio Abujamra, de onde migrou em 2001 para o
AfroReggae. Nessa época o GCAR dispunha de um Trupe da Saúde que realizava trabalhos sociais nesta área. O Grupo cresceu e ampliou o foco, passando a se chamar Trupe de Teatro AfroReggae.

A atriz também ampliou seus horizontes e em 2003, após um árduo processo seletivo, integrou-se ao quadro de atores do Nós do Morro. A arte, indispensável em sua vida e sem a qual, segundo ela, não se imagina trabalhando sem, já se encarregou de conduzi-la pelas cinco regiões brasileiras, e inclusive pelo exterior encenando diversas peças em sua carreira. A mais recente, e premiada, foi a adaptação do clássico shakespeareano
"Os Dois Cavalheiros de Verona".

Agora, em fase final de ensaios, Cecília e a Trupe de Teatro AfroReggae se preparam para estrear em maio o espetáculo “Urucubaca”, que conta com a direção de Johayne Hildefonso e Malu Cotrim, além de textos, em sua maioria, de Jorge Mautner que escreveu especialmente para o grupo, retratando a realidade das favelas. Em julho a peça segue para festivais em Liverpool e em Manchester, Inglaterra. E ainda este ano a atriz participa do novo filme de Cacá Diegues, “5 X Favela”.

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quarta-feira, 26 de março de 2008

Funeral for a Friend fora do Rio Rock Fest

Amanda Lopez

Fãs da boa música e rockeiros de plantão têm uma boa e uma má notícia. A boa é que no dia 4 de abril acontece no Circo Voador mais uma edição do Rio Rock Fest, evento que há três anos sacode o cenário musical carioca. A má notícia é que a banda inglesa Funeral for a Friend, até então com presença confirmada no evento, cancelou sua turnê pela América do Sul no último dia 23.

Em seu site oficial a banda inglesa informou que “Por circunstâncias que fugiram do controle a turnê teve que ser cancelada”, sem revelar ao certo qual foi o real motivo do cancelamento. Os ingleses ainda acrescentaram: “Vamos usar esse tempo para escrever mais algumas músicas para tocar quando retornarmos ao país”. Sem mais más notícias, e sem Funeral for a Friend, a terceira edição do Rio Rock Fest promete. Quem já comprou o ingresso vai assistir ao show internacional da banda norte-americana Rufio, e de mais cinco grupos musicais brasileiros: Glória, Scracho, Esphera, Mash e Eufrazinus.

A estudante de administração Fernanda Barbosa foi às duas edições anteriores do Rio Rock Fest, e afirma que nunca esteve tão empolgada como este ano. “Comprei o ingresso especialmente por causa do Funeral for a Friend, mas até depois de ficar sabendo que eles não vão eu não desanimei. Conheço muitas das bandas que vão se apresentar esse ano e curto muito o som delas, principalmente da Rufio, que com certeza vai ser a grande atração da noite”, afirmou.

Apesar de o número de participantes cair, o preço do ingresso continua o mesmo: R$80. Mas, além de os estudantes pagarem meia, aqueles que levarem um livro para doação também pagarão meia-entrada. O Rio Rock Fest começará às 20h do dia 4 de abril. A classificação para entrada é de 16 anos, sendo que a partir dos 12 já pode-se entrar acompanhado dos pais. Os ingressos poderão ser obtidos nas bilheterias do Circo Voador, das 12h às 18h, ou pela internet.

Mais informações sobre a venda dos ingressos clique aqui
Para visitar o site do Circo Voador clique aqui
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segunda-feira, 24 de março de 2008

Um samba diferente

Bianca Giampietro

Criado em 2001, o grupo de samba Casuarina foi aos poucos conquistando seu espaço no cenário da música brasileira, e hoje recebe artistas renomados como Beth Carvalho e Arlindo Cruz em suas rodas de samba. O grupo costuma sempre se apresentar na Lapa, reduto da boemia carioca, onde ganhou seu prestígio antes mesmo de lançar seu CD de estréia, fazendo assim 11 apresentações pela Europa.

O grupo é formado por Gabriel Azevedo (voz e pandeiro), Daniel Montes (violão de 7cordas), João Fernando (bandolim e vocais), Rafael Freire (vocais e cavaquinho) e João Cavalcanti (voz e tan tan), filho de Lenine. Para a estudante de direito Fabiana dos Santos, o grupo Casuarina conquistou seu sucesso, por fazer um samba diferente dos atuais, com influências de sambas que estavam adormecidos.

O Casuarina começou a temporada de shows no Centro Cultural Carioca, e se apresentade 13 de março à 10 de abril, toda quinta, às 21h30. O ingresso custa R$20.

Para maiores informações sobre a banda acesse: http://www.casuarina.com.br/


Seguindo a mesma linha:

- Farofa carioca no Lapa 40º todas as sextas de março, às 21h.

- Anjos da Lua no Clube dos Democráticos, todas as quintas às 22h.

- Gente Fina e Outras Coisas na Loja Modern Sound de Copacabana, todas as quartas às 17h. Evento gratuito.


Sexo, Drogas e Techno


Lucas Sobrinho

Festas raves estão crescendo em popularidade rapidamente no Brasil. Festas, como a Tribe, especializadas em psy trance, e SP Groove, com foco maior no acid techno são a nova febre no mundo da juventude atual. Festas rave, duram entre 1 dia inteiro, ou 24 horas, até 1 semana inteira, caso dos festivais que acontecem com frequência em Florianópolis.
A última Tribe no Estado de São Paulo aconteceu debaixo de tempestade e mesmo sob esse clima, a festa trouxe gente dos quatro cantos do país. O público estimado estava em mais de 100 mil pessoas. Os festeiros de plantão não parececiam se incomodar com a chuva, nem com a lama, ou com o trânsito para chegar no local. Nem a falta de vagas quebrou o clima de festa. Priscilla B. que esteve na festa afirma "tudo vale por uma boa festa...o incômodo dura somente um pouco de tempo até que eu já saí do ar, nessa hora nada mais incomoda."
O slogan "sexo, drogas e rock n´roll" surgiu nos anos 60 com o movimento hippie nos Estados Unidos. Esse slogan não marcou apenas um comportamento, ou tendência cultural, e sim um movimento revolucionário que com certeza influenciou bastante no mundo atual. Woodstock foi o grande marco desse movimento, onde 500 mil pessoas se reuniaram para assistir aos grandes nomes do rock num evento que durou 3 dias. Duas mortes por abuso de drogas foram registradas, porém aconteceram também 2 nascimentos. O mundo testemunhou o evento que na época foi muito criticado, por seus ideais, mas que hoje é reconhecido como evento fundamental na história da música.
Hoje, é possível observar esses princípios acontecendo, em festas raves. É difícil definir como apenas uma tendência do jovem, essas festas que atraem mais de 100 mil pessoas. O resultado da influência da música eletrônica só será percebido daqui alguns anos, quando esses jovens tornarem-se adultos. Hoje, o lema é "sexo, drogas e techno". A relação sexual tem participação ativa nessas festas, assim como o uso e abuso de drogas lícitas e ilícitas. Jovens falam abertamente sobre essas atualidades, assim como o jovem Flávio W. que afirma "sem tomar nada na rave não dá, não é a mesma coisa. O aditivo (a droga), dá outro aspecto à festa.". Durante a conversa, ele afirma ainda ter tido relações sexuais diversas vezes fora de sua consciência com meninas também fora das delas logo após a festa e ainda conhecer gente que já manteve relações dentro da festa mesmo. Assim como em Woodstock, a violência não é um grande problema nas festas, mas a degradação humana que acontece nela. Porém não é possível julgar um movimento, pois assim como o rock n' rol dos anos 60 e 70, esse comportamento jovem atual também moldará parte do comportamente que veremos no futuro.
Links :
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Deborah Colker lança novo espetáculo




Lucas Sobrinho

Após dois anos de preparação e trabalho, o novo espetáculo
da dançarina e coreógrafa Deborah Colker está pronto. "Esse espetáculo se chama Cruel e ele é um olhar particular, um
olhar Cruel sobre o amor, sobre a vida" afirma Deborah. Cruel terá sua pré-estréia em Curitiba dias 29 e 30 de março e depois em Santos, Araraquara e Ribeirão Preto nos fins de semana seguintes. A grande estréia será no Rio de Janeiro dia 24 de abril.

Após nove espetáculos criados surge Cruel. Deborah afirma
que "eu só seria capaz de criar Cruel passando por tudo em
que eu passei". Segundo a própria coreógrafa, Nó, sua última criação, abriu as portas para esse novo projeto, "buscando os sentidos, as intenções, e falando da condição humana.".


Deborah Colker, uma perfeccionista na procura da simetria entre espaço e a dança, traz para o público uma nova forma de visualizar o dia-a-dia e a crueldade que existe na própria condição humana. Cruel é dividido em 2 atos. O primeiro passa-se onde segundo ela, é o ponto de encontro da família atual, a mesa. Na segunda parte há um entrelace da dança entre espelhos que realça um efeito visual do reflexo e da dança.

A idéia para Cruel surgiu após "o vazio que ficou depoís de Nó". Deborah começou as se perguntar, "o que restou? Não serei capaz de criar mais nada? Ficou aquele processo de pressivo." E com esse sentimento de impotência, a criadora de Cruel passou a perceber a crueldade em todo processo humano, nos sentimentos, no silêncio. Diante de todas essas reflexões sobre a crueldade, violência atual, surge a idéia para Cruel, espetáculo que demorou 2 anos para chegar ao fim de seu processo de criação.
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Fábricas de sonhos - 2ª parte

Eliana Patrícia Stumpf

Para Cecília, o que lhe dá mais prazer e felicidade, por trabalhar com esses movimentos, é o fato de que todos os profissionais envolvidos, com o Nós do Morro e com o AfroReggae, fazem questão de levar para as comunidades o melhor possível.

Tanto nos espetáculos culturais produzidos, bem como nas oficinas gratuitas que promovem. Assim é com os cursos de informática, de interpretação, de música, além de outras atividades profissionalizantes que não se restringem apenas ao lado artístico, e onde a única premissa para ingressar é a participação dos interessados em projetos sociais.

O que se vê é uma vontade absoluta de não achar que, “qualquer coisa que se faça já estará bom, somente por se tratarem de pessoas que invariavelmente não têm acesso a serviços essenciais, quanto mais à exibições de arte”... não, a lógica empregada por essas reais fábricas de sonhos é o inverso desta.


E não é à toa que cada vez mais ações como essas estão a se propagar, vide o exemplo do próprio Nós do Morro que, como bem lembra Cecília, de uma simples iniciativa, do "mago Gutti Fraga", transformou-se em sinônimo de exportador de talentos, seja para o teatro, o cinema ou a televisão e, hoje, expande seu campo de atuação através de novas células em outros lugares, porém, sempre com raízes muito bem fincadas em sua matriz, o Casarão do Vidigal.



Semana que vem a última parte da reportagem

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O interminável Sylvester Stallone volta aos cinemas


Gabriel Campista

Próximo de completar 62 anos, o ator americano Sylvester Stallone continua a se reconstruir, Sylvester fez de alguns de seus personagens ao logo de sua carreira, mitos que persistiram por gerações. Hoje é fácil encontrar jovens que sabem exatamente quem foi Rocky, apesar de os mesmos só terem visto o último filme da série nas telonas, trazido por Stallone em 2006.

Em um momento pouco criativo em Hollywood, parece que trazer ao público filmes de sucesso nos anos 80 e 90 tornou-se uma ótima opção. Foi nessa moda vintage que Stallone veio com dois projetos, desenterrar Rocky e Rambo, seus maiores ícones.

Poucos sabem, mas apesar de ser taxado de péssimo ator, ter aquele jeitão devagar, e fala engasgada, Stallone tem em seu currículo o Oscar de melhor filme por Rocky um lutador "Rocky" de 1976, filme que foi escrito e dirigido pelo mesmo, em 1982 em outro filme assinado por Sylvester nasce: Rambo “First Blood” que rendeu ainda mais duas continuações. Porém quando pensávamos que a trilogia estava terminada, John Rambo volta em 2008.

No filme mais violento e sanguinário da série, Rambo conta com a ajuda de alguns mercenários para resgatar missionários americanos na Birmânia que estão mantidos de refém, e apenas uma pessoa pode resgatá-los, o sessentão Rambo.

A graça desses filmes não está na fraca história, no ídolo que está velho e nem nas cenas onde o sangue e a carnificina rolam soltas, mas sim, na possibilidade de ver ícones do passado na telona. Quem nascido nos anos oitenta pra frente imaginaria ver Rambo no cinema?

Por falar em onda saudosista em Hollywood, quem volta aos cinemas em Maio é ninguém mais ninguém menos que Harrison Ford com seu Indiana Jones, em filme assinado pela dupla George Lucas e Steven Spilberg, vale a pena conferir mais um vovô fazendo papel de herói.

CCBB apresenta a exposição Os Trópicos – Visões a Partir do Centro do Globo

Patricia Lopes
O Centro Cultural Banco do Brasil apresenta até o dia quatro de maio a exposição Os Trópicos – Visões a Partir do Centro do Globo. A mostra conta com 130 obras de arte antiga de países localizados na faixa tropical do planeta que corta a África, Ásia, América e Oceania. As peças foram concedidas pelo Museu Etnológico de Berlim, considerado um dos museus mais importantes do mundo.

Além dessas obras, ainda é possível ver 87 trabalhos de 23 artistas contemporâneos, sendo pinturas, desenhos, fotografias, esculturas, vídeos e instalações que tem como objetivo propor um diálogo entre as obras antigas e novas. Ainda é possível ver na mostra peças de arte plumária do Museu do Índio do Rio de Janeiro e a instalação “O sonho da planta do escritório”, dos suíços Gerda Steiner e Jorg Lenzlinger.

Os Trópicos apresenta grandes temas que ressaltam o tempo, misturando obras de mais de 200 anos a obras contemporâneas, abrange a natureza, antepassados e imagens humanas, poder e conflito, cores e instrumentos musicais.

A exposição tem curadoria de do diretor do Instituto Goethe do Rio de Janeiro, Alfons Hug, da diretora e do curador do Museu Etnológico de Berlim, Viola Konig e Peter Junge. Segundo os organizadores o objetivo da mostra é criar uma ponte entre as obras surgidas nos tempos pós-modernos e as propostas atuais, unindo novas e antigas tendências da arte.

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O Samba que saiu da rede para o papel

C. Alexandre Nóbrega

Ninguém faz samba só porque prefere. Quando Bruno Villas Boas, Emiliano Mello, Thales Ramos e Thiago Dias lançaram o número 1 do jornal O samba é meu dom, um tablóide especializado no gênero musical mais amado do Brasil, os quatro sabiam que corriam risco de não recuperarem o dinheiro investido no projeto. Mas, por que fazer um blog que começou em janeiro de 2007 sair da rede, onde não há gastos, e virar jornal impresso, assumindo despesas de impressão, divulgação e distribuição?

“Primeiro, pensamos em fazer um folheto para divulgar o blog nas rodas de samba. A idéia foi amadurecendo, e eu perguntei: por que não um jornal?", conta Bruno. No início, o conteúdo do blog era de crônicas sobre sambas e opiniões. A primeira entrevista foi com o compositor Guinga, que impulsionou a audiência do site. Depois, conseguiram entrevistas com Walter Alfaiate, Diogo Nogueira, Rubem Confete e Zé Katimba.

Homenagem póstuma
A edição número 1 do Samba tem uma história triste, mas curiosa. O compositor Franco Lattari, capa do primeiro número, autor dos sambas-enredo da União da Ilha “Festa Profana” (1989) e ”De Bar em Bar - Didi um Poeta“ (1991) morreu em 18 de dezembro, dia do lançamento do tablóide. Com três composições no CD “Samba Meu”, da cantora Maria Rita, Franco era médico, pouco conhecido, mas muito cantado nas rodas de samba.


“Falamos com ele na sexta e no sábado antes da festa. No dia do evento, na hora do almoço, recebemos a notícia do seu falecimento. Foi internado no domingo, com pneumonia, e faleceu na terça, por volta das 14h. Foi um choque”, lamenta Thiago. Pensaram em cancelar a festa, mas não tinha como. O evento ocorreu, lotou e Franco foi homenageado. No enterro, levaram alguns jornais para a família. A filha dele, Natália, colocou um exemplar em cima do caixão.

Ainda não há como medir a receptividade de O Samba no meio artístico, mas Thiago Dias garante que ninguém o procurou para falar mal. O blog
Ancelmo.com, do jornalista Ancelmo Góis, elogiou a independência do jornal.

Enquanto isso, o número 3 de O Samba já está sendo produzido. A idéia desta vez é botar um nome de peso na capa. Paulinho da Viola, Paulo César Pinheiro e Wilson das Neves estão cotados para estampar a primeira página. Para quem quer conhecer o trabalho dos bambas, o blog disponibliza todas as edições. Gratuitamente.

Links:
Blog O Samba
Crítica do blog do Ancelmo Góis, de O Globo
Crítica do blog Samba de Rede, de O Dia
Crítica do blog de Alexandre Inagaki

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CCJF apresenta exposição sobre Rugendas até sexta-feira

Bruna de Oliveira
A exposição do pintor alemão Johann Moritz Rugendas está no Centro Cultural Justiça Federal até o dia 28 de março. Em “Rugendas, um Olhar Inaugural”, os visitantes podem ver 50 litogravuras em quatro salas e duas projeções do álbum “Viagem pitoresca através do Brasil”.
O pintor é reconhecido como um dos maiores retratistas do Brasil no início do século XIX. Rugendas chegou no Brasil no ano de 1821 integrando a missão do barão Georg Langsdorff, morou dois anos no Rio de Janeiro e depois seguiu para Minas Gerais. Após quatro anos retornou para a Europa com cerca de 500 desenhos e 70 quadros. Vinte anos depois ele retornou ao Brasil onde ficou por mais um ano. São Paulo, Salvador e a parte brasileira da Amazônia também foram visitadas pela expedição de Langsdorff.

Rugendas dedicou-se em registrar costumes do local, seus habitantes, sua vegetação e outras cenas curiosas como uma pintura do que talvez seja o primeiro registro da destruição da Mata Atlântica. A estudante Andréia Mendes achou a exposição interessante pela oportunidade de ver o Brasil como era antigamente: “Achei as cores dos quadros muito lindas e adorei o tema da mostra”. A exposição está sendo realizada no Centro Cultural Justiça Federal de terça a domingo das 12h até às 19h e a entrada é gratuita. Veja aqui algumas pinturas de Rugendas!

Centro Cultural da Justiça Federal. Av. Rio Branco, 241, Centro, Rio de Janeiro.
Aberto de terça-feira a domingo, das 12h às 19h
Visitas orientadas: (21) 3212-2552

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domingo, 23 de março de 2008

Atitude Emo - 2ª parte

Eliana Patrícia Stumpf

Tudo isso está ligado à questão do visual Emo, pois para eles é fundamental estar sempre com a pele linda, daí sua falta de exposição ao sol..., sempre arrumados, em suma, impecáveis. Comidas gordurosas como chocolate, frituras, etc. passam ao largo do cardápio de Rachel, pois como ela conta “estas coisas detonam não só a pele como também os cabelos”.

Os Emo’s são de fato pessoas muito sensíveis, mas não depressivas... isso só acontece em finais de relacionamentos, o que em geral deixa qualquer pessoa para baixo. O que eles mais querem é ver um mundo melhor, sem violência e onde não existam tantos motivos que deixem tristes a todo mundo.


Rachel derruba os mitos que cercam o movimento “a maioria dos garotos não são gay’s como todos pensam; não fazem amizade somente pela Internet; e têm total liberdade quanto à questão sexual, para optarem por um relacionamento que preconize ou não a fidelidade”. No seu caso, ela e seu namorado Edmo, 17 anos, e que também é Emo, vivem um namoro totalmente monogâmico.

Ela fala ainda de bandas como CPM22, NXZero, e Fresno, que de Emo não têm nada, e de outras como Hello Goodbye, uma de suas favoritas, My Chemical Romance e Panic At The Disco, que através de seus clipes promovem, também, o lado estilístico dessa galera para o mundo.

A estudante denuncia “em uma ocasião, a caminho de meu colégio, já sofri agressões verbais e físicas pelo fato de ser Emo, e o que é pior, da parte de Punk’s, de onde se origina o universo do nosso movimento”. É por conta deste tipo de atitude reacionária que, a também estudante, Sara Ribeiro, 16 anos, enfatiza “gosto muito desse estilo, mas, não faço parte, também, por conta do preconceito que sei que sofreria”.



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sexta-feira, 21 de março de 2008

Nova revelação do samba

Marcelo Silva

A semelhança da voz impressiona. Numa primeira audição, a sensação que se tem é João Nogueira voltou. Mero engano. Trata-se de Diogo Nogueira, filho de João e mais nova revelação do samba. Seu surgimento foi saudado por mídia e público com entusiasmo. A ponto de Sérgio Cabral, jornalista e um dos maiores estudiosos do samba, afirmar sobre Diogo:"...não é apenas um dos maiores cantores de sambas de todos os tempos, mas um dos nossos melhores cantores da música popular brasileira."

Diogo, 26 anos de idade, lançou em 2007 o cd e dvd "Diogo Nogueira - ao vivo", gravado no teatro João Caetano, onde mistura repertório autoral com releituras de sucessos de outros compositores - entre eles, obviamente, João Nogueira (autor da maior parte das regravações). Fica nítido nesse primeiro trabalho que temos diante de nós um artista de raro talento vocal.

As comparações com o pai são inevitáveis. O aposentado Mauro Valeriano, admirador do trabalho de João Nogueira e que agora acompanha o surgimento de Diogo, afirma:"Olha, comparando os dois, eu percebo que o Diogo tem uma postura mais profissional, digamos assim. A maneira como ele canta, como ele se posiciona no palco...Já o João carregava mais aquela aura da boemia, do botequim. Acho que ele era mais espontâneo."

A funcionária pública Joana Almeida é fã de Diogo. Foi as gravações do cd e dvd e não conhecia o repertório de João Nogueira. "Olha, pode parecer bobo, mas eu comecei a gostar do Diogo porque achei que ele era bonito e cantava bem. Depois que eu comecei a me ligar nas músicas e aí que eu fui conhecer o pai dele."

Esses dois depoimentos mostram uma situação interessante: pessoas chegando a Diogo através de João e outros chegando a João através de Diogo. Fato que é uma enorme vantagem para a carreira do jovem cantor, que tem em seu público uma mescla da juventude e da geração que viu o pai.
Uma antiga canção de João chamada "Espelho" - na qual o cantor faz uma homenagem a seu pai - diz:"o meu medo maior é o espelho se quebrar". Mas Diogo pode ficar tranquilo, pois faz jus ao sobrenome que tem. O espelho não se quebrou.

Para maiores informações acesse:
www.diogonogueira.com.br

terça-feira, 18 de março de 2008

Liberte sua Alma

Ana Carolina Fortunato

O Centro Cultural Solar de Botafogo expõe de 05 de março a 03 de maio, os novos trabalhos de Gisela Milman, O Olhar da Alma.Inspirados no livro A Alma Imoral de Nilton Bonder, a artista procurou criar elementos que mantivessem a relação entre o individuo e sua autoconsciência.
Para Bonder, não há áreas desconexas e há uma comparação entre tradição e traição em uma busca do elemento alma.

Por sua vez Gisela, define um campo mais poético. Sua arte reflete a alma do espectador.
No quadro A Alma Imoral, a tela é rasgada, criando um vão que o olhar atravessa. Um novo jogo acaba de começar. É possível perceber todos os elementos que compõe levando o individuo a uma nova descoberta.
A traição observada pela artista dialoga com Nilton Bonder intensamente.


A quebra da estrutura da imagem redefine os antigos estereótipos do olhar. Todas as obras remetem indagações feitas pelo livro
Segundo Adriana Buarque uma das espectadoras da exposição e também da peça Alma Imoral, Gisela Milman, rompe com o narcisismo e a beleza ideal e quebra as idéias de tradição, indo além do próprio limite. Não há meio de domesticar a propria alma porque nem sempre agimos com a moral que a sociedade nos impõe.
A dica é: Vá com a cabeça aberta e a alma liberta.

Centro Cultural Solar de Botafogo (Rua General Polidoro, 180)
Quando: 06/03 a 03/04 (Terça a sexta das 15h às 20h e sábado das 16h às 21h)
Quanto: Entrada Franca



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segunda-feira, 17 de março de 2008

Fábricas de sonhos

Eliana Patrícia Stumpf

As ONG's culturais Nós do Morro e AfroReggae, que hoje figuram entre as mais conhecidas do país por sua atuação sócio-cultural, surgiram em circunstâncias diferentes.
A primeira, por iniciativa de Gutti Fraga junto com alguns amigos, começou como um Grupo de Teatro no morro do Vidigal há 22 anos, com o intuito de levar uma oficina de arte àquela localidade.

Já o GCAR, Grupo Cultural AfroReggae, aparece em Vigário Geral em janeiro de 1993, sob a forma de um jornal periódico de música negra, isso alguns meses após a chacina que marcou este bairro. Logo em seguida, iniciaram-se as atividades de um grupo de percussão, que tornou-se o principal movimento artístico inserido no AfroReggae e, por isso mesmo, passou a ser sua maior ação divulgadora.

Ambas as instituições, apesar dos históricos distintos, sempre mantiveram a preocupação de levar alternativas de vida e cidadania para os moradores destas localidades, já tão estigmatizadas pela sociedade.

A entrevistada Cecília Alves, atriz da Trupe de Teatro AfroReggae, na qual também leciona Artes Cênicas, e do Grupo de Teatro Nós do Morro, conta todas as alterações ocorridas com estas ONG’s, desde o surgimento delas, muito em razão da amplitude que os projetos alcançaram, e ressalta “esses grupos atuam, seja através do lúdico ou do social, onde o Estado não chega como deveria, a fim de promover cidadãos muito mais preparados para lidar consigo e com o mundo”.

Continua semana que vem


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Exposição com um toque diferente

Bianca Giampietro
O Ateliê da Imagem inaugurou em fevereiro de 2008 a exposição Verdadeira Grandeza. A mostra reuniu 56convidados para mostrarem suas experiências fotográficas. Trata-se de auto-retratos, onde cada artista mostra sua face interna, como ele mesmo se vê. Cada foto é apresentada em tamanho real, dái surgiu o nome Verdadeira Grandeza.

O retrato convencional mostra apenas a parte de fora do ser humano, a sua aparência. No entanto, a exposição tem como objetivo fazer com que os fotógrafos mostrem sua personalidade dentro dos seus auto-retratos, a representação de si.

Quem visitar a exposição irá se deparar com fotos de pessoas comuns, com um toque diferente. Nada daquelas fotos com classe e pose, tiradas por modelos. Segundo a responsável pela organização da exposição, Claudia Tavares, o auto-retrato como conceito é a tentativa de encontrar uma definição de natureza particular do indivíduo,se explorando.

O Ateliê da Imagem funciona desde 1995, abrigando atividades relacionadas a fotografia, vídeo, cinema, artes, mídias digitais, design, web e produção gráfica. O estabelecimento é o único a possuir um teto retrátil no Rio deJaneiro, e ainda tem a estrutura completa para locações de moda, produto, retratos e eventos. O endereço é Av. Pasteur,435, na Urca. A mostra de arte via até o dia 3 de maio. A entrada é gratuita, e a casa atende ao público de segunda a sexta, 10h às 21h30 e aos sábado 10h às 17h30.

Chega ao Rio novo fenômeno da música pop

Gabriel Campista

O artista mais badalado do momento chega ao Rio dia 20 de março para tocar no Vivo Rio sucessos que não saem da cabeça principalmente dos mais novos. Sean Kingston desde de seu surgimento junto ao público pop vem emplacando um sucesso atrás do outro nas rádios brasileiras.

Com apenas 17 anos, o cantor pop já tem leal seguidores aqui na cidade maravilhosa que não perderiam o show por nada, apesar de ingressos salgados (de 100 a 380 reais) a promessa é de um Vivo Rio lotado. Mariana Nogueira de 17 anos, que acompanha a carreira do ídolo teen desde o ano passado, comentou a vinda do cantor: “Não tenho dúvidas que vai ser o melhor show do ano, hoje em dia não existe pessoa na nossa faixa de idade que não conheça às músicas dele”.

Sean se diferencia dos demais artistas jovens que tocam black music, pois além de não ter aquele biotipo esbelto, rimar vários impropérios em suas músicas e principalmente difamar as mulheres ou tratá-las como objetos, Sean se recusa a usar palavras de baixo calão e aparecer com várias mulheres voluptuosas em seus vídeos.

Sua mistura musical já é sucesso mundial, o hit “Beautiful Girls” foi primeiro colocado da Billboard e também entre as rádios pop aqui no Brasil. Além do Rio, Sean vai se apresentar um dia antes (dia 19) na Via Funchal em São Paulo.

“Eu ouvia muito reggae quando eu era mais novo, mas eu também ouvia muito rap, e sempre ficava próximo de pessoas que faziam e viviam de música”. Explicou o Jamaicano sobre sua mistura musical ao site nobodysmiling.com

Exposição sobre a comunidade gay no Rio de Janeiro


Amanda Lopez
Acontece hoje (17/03) no Rio de Janeiro o coquetel de abertura da exposição “Entre amigos & amores” do fotógrafo carioca Pedro Stephan. A exposição será composta por uma seleção de mais de 100 fotos sobre o cotidiano da comunidade gay na cidade e será aberto ao público a partir de terça-feira, 18 de março. O fotógrafo tem renome internacional como jornalista especializado em imprensa gay, tendo publicações em revistas americanas, francesas e alemãs.

A exposição é resultado de uma intensa observação sobre os homossexuais cariocas. Para realizar um trabalho democrático, Stephan visitou vários lugares freqüentados por gays em toda a cidade, da Zona Norte à Zona Sul.

Para o estudante universitário Antônio Carlos, homossexual assumido, a mostra é mais um passo na luta contra o preconceito. “Nunca vi uma exposição exclusiva à comunidade gay. Quando fiquei sabendo sobre essa mostra vibrei muito, pois para mim isso é mais uma prova de que aos poucos estamos conquistando nosso espaço na sociedade. Tenho certeza de que essa exposição não foi feita com a intenção de escandalizar, nós não precisamos mais disso, mas sim com o intuito de conscientizar a população a deixar de lado o preconceito. Somos pessoas normais como todas as outras”.

E essa foi justamente a idéia de Pedro Stephan: desfazer os estigmas que pairam sobre a comunidade gay. Com produção de Andréas Valentim e curadoria de Rodolfo Abreu, a exposição fotográfica poderá ser visitada gratuitamente até o dia 27 de março no Centro Cultural da Justiça Federal.


Centro Cultural Justiça Federal
Av. Rio Branco, 241, Centro, Rio de Janeiro.
Aberto de terça-feira a domingo, das 12h às 19h
Visitas orientadas: (21) 3212-2552

Links interessantes:
GayBrasil - Notícias e artigos sobre a comunidade gay no Brasil e no mundo

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Temas das torcidas cariocas
entram nas paradas de sucessos


C. Alexandre Nóbrega

Já foi o tempo em que ir aos estádios de futebol era considerado um programa de índio. O Maracanã foi reformado, e o Engenhão é a grande novidade em termos de estádio moderno. E as quatro torcidas cariocas também inovaram nos cânticos, deixando de lado os palavrões e dando espaço às versões e paródias que são verdadeiras declarações de amor aos clubes.

Na reta final do Brasileirão do ano passado, a torcida do Flamengo criou uma letra para o “Tema da Vitória”, música que embala as vitórias brasileiras na Fórmula 1 nas transmissões da TV Globo. “O Tema já caiu nas graças dos flamenguistas, mas agora estamos tentando emplacar o ‘Vamos, Flamengo’”, diz o publicitário rubro-negro Marcos Lima sobre a versão vermelha e preta para “Can’t take my eyes of you”, sucesso das rádios nos anos 60.


Assista ao vídeo abaixo com o "Tema da Vitória"



Os vascaínos louvam o estádio de São Januário, a conquista da Libertadores de 1998 e o ídolo Juninho Pernambucano na canção "Vou torcer pro Vasco ser campeão". Na letra, o gol de falta do atual jogador do Lyon sobre o River Plate é lembrado como um talismã cruzmaltino.

Assista ao vídeo abaixo com o tema do Vasco



A torcida do Fluminense, embalada pela conquista da Copa do Brasil no ano passado, também criou a sua versão. O original virou “Eterno Amor”. “Para mim, é a mais original das cantadas nas arquibancadas. É claro que minha opinião é suspeita, mas digo com sinceridade”, jura o tricolor de carteirinha Edson Jorge, comerciante.


Assista ao vídeo abaixo com o canto "Fluminense Eterno Amor"



O torcedor do Botafogo jura fidelidade à Estrela Solitária na canção "E ninguém cala", pioneira das músicas da nova safra das arquibancadas. Quando estava na liderança isolada do Brasileirão do ano passado, a letra tomou conta dos noticiários e logo caiu no gosto alvinegro. "Estava no estádio, quando ouvi uma música diferente. Prestei atenção na letra e logo aprendi. Ela gruda na cabeça", diz o botafoguense e jornalista Daniel Matos.

Assista ao vídeo com a canção "E ninguém cala"


Com os palavrões longe das letras (pelo menos), fica mais possível torcer por um movimento de paz nos estádios. E se o ditado "quem canta, seus males espanta" for mesmo uma realidade, é só escolher e começar a soltar o gogó nos estádios. E por um bom jogo.


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Mostra no CCBB apresenta os melhores filmes de 2007

Patricia Lopes
Até o próximo dia 27 de março o Centro Cultural Banco do Brasil apresenta a “Mostra Melhores do ano – ACCRJ” onde serão exibidos os dez melhores filmes de 2007, eleitos pela Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro. Além da exibição dos filmes ainda vão acontecer debates e palestras com críticos e convidados.

Essa eleição já acontece tradicionalmente há mais de duas décadas e os críticos são responsáveis pela escolha dos melhores filmes entre as centenas de títulos apresentados em 2007 no Rio. É também uma nova oportunidade de ver filmes que ficaram pouco tempo em cartaz e não atingiram o público esperado.

Entre os escolhidos, três produções brasileiras podem ser vistas, o sucesso do ano “Tropa de Elite” de José Padilha, o documentário “Jogo de Cena” de Eduardo Coutinho e ainda “Santiago” de João Moreira Salles. Entre as produções americanas os escolhidos foram: “A Conquista da Honra” e “Cartas de Iwo Jima” de Clint Eastwood, “Maria Antonieta” de Sofia Coppola e “Ratatouille” de Brad Bird e Bob Peterson. O cinema europeu está representado por “A Vida dos Outros”, “Medos privados em lugares públicos” e “A Rainha”.

Segundo o assessor de imprensa do CCBB Roberto Lúcio a expectativa dos organizadores é alcançar o mesmo sucesso das edições anteriores e destacou ainda que o grande diferencial da mostra é a interatividade do público com os críticos e convidados.
Além dos filmes escolhidos pelos críticos, os organizadores prepararam uma homenagem especial a dois mestres do cinema europeu que morreram no ano passado: o italiano Michelangelo Antonioni e o sueco Ingmar Bergman.

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segunda-feira, 10 de março de 2008

Roberta Sá faz sua estréia no Circo voador e encanta o público

Marcelo Silva

A fila enorme para comprar ingressos mostrava que a estréia era mais do que aguardada. Um jovem afirmou: "Cara, eu sempre venho no Circo e nunca peguei uma fila tão grande assim". O público que se aglomerava sob os arcos da Lapa era, em sua maioria, bastante jovem. E sua entrada acontecia lentamente. Mas nada que desanimasse os fãs.

Era por volta de meia-noite quando Roberta Sá subiu ao palco do Circo Voador. Diante da casa de shows lotada, a cantora não se preocupou em disfarçar a emoção. "Gente, vocês não sabem o que representa pra mim essa estréia", declarou em certo momento do show. A canção "O pedido" - de seu segundo cd "Que belo estranho dia pra se ter alegria" - iniciou a apresentação. Na sequência, vieram "Alô fevereiro", "Interessa?" e "Mais alguém". Todas do segundo albúm. Em seguida, a cantora começou a mesclar músicas do segundo e do primeiro cd intitulado "Braseiro". As músicas "A vizinha do lado", que foi trilha de novela das oito, e "Pelas tabelas" -de Chico Buarque - foram cantadas em coro pela platéia. Durante a canção "No braseiro", houve a primeira participação especial da noite: o músico Pedro Luís. No fim da participação, Pedro - que namora a cantora - teve que ouvir os gritos de "Beija! Beija!" do público e brincou: "Só mais tarde...".

O sambista Dudu Nobre foi chamado ao palco em seguida e levantou a platéia quando dividiu os vocais com Roberta em `"Água da minha sede" e "Quem é ela?" - parceria de Dudu e Zeca pagodinho.
O último convidado da noite foi o bandolinista Hamilton de Holanda, que participou nas músicas "Girando na renda" e "Novo amor" - nesta última, apenas o músico acompanhou a cantora (da mesma maneira que ocorre no segundo cd da artista, em que Hamilton participa).

Já no bis, a artista encerrou o show com a canção "Alô fevereiro".

Público satisfeito. "Eu gostei porque ela cantou muita música do primeiro cd, que é o meu preferido", declarou a geógrafa Simone Lisboa. O estudante Marcos de Góis se impressionou com os recursos vocais da cantora: "Tem muito cantor que no cd é genial, mas quando você vai no show percebe que o cara é a maior enganação. Com a Roberta Sá acontece o contrário. Ao vivo ela é melhor ainda. Canta muito mesmo."

Para maiores informações acesse:

www.robertasa.com.br
www.myspace.com/robertasaoficial

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Exposições de arte comemoram os 200 anos da chegada da família real portuguesa ao Brasil

Amanda Lopez
No dia 7 de março de 1808 a família real chegava ao Brasil fugindo da invasão Napoleônica a Portugal. Devido aos 200 anos desse acontecimento, vários eventos serão realizados pelo país para comemorar a chegada da corte. Só no Rio de Janeiro duas exposições de grande valor histórico serão apresentadas.

No Museu Histórico Nacional, até o dia 8 de junho, os espectadores poderão assistir à exposição “Um novo mundo, um novo império: a corte portuguesa no Brasil”, visitada inclusive pelo presidente de Portugal, Antonio Cavaco Silva, que veio especialmente ao Brasil inaugurar a mostra. Já no Arte Sesc, os estudiosos poderão verificar “Rio de Janeiro, capital de Portugal”, exposição que aborda a mudança nos hábitos e costumes da cidade após a chegada da corte portuguesa e que conta com imagens inéditas.

A professora de história Tânia Moura afirma como é importante aliar a arte à história. “As exposições de arte são uma ótima forma de apresentar a história aos jovens, pois a partir do momento que saímos do nosso ambiente comum, de sala de aula, tudo se torna mais agradável. A mostra do Sesc é muito dinâmica. A parte em que os estudantes podem fazer palavras-cruzadas de acontecimentos históricos é genial. Outro ponto que adorei são as receitas destacáveis que podemos levar para casa, sobre pratos da época. Tem diversão para todas as idades”, afirma Tânia.

Dá para perceber que arte não vai mesmo faltar nessa comemoração. E dinheiro não pode ser desculpa para faltar às exposições, já que são gratuitas ou a preços populares
.


- ARTE SESC - 4/3 a 5/5, de 3ª a sábado, 12h às 20h e domingos, 11h às 17h. Grátis.

- MUSEU HISTÓRICO NACIONAL - 8/3 a 8/8, de 3ª a 6ª feira, das 10h às 17h30, sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h. R$ 6,00. Estão isentos de pagamento (mediante comprovação): crianças até cinco anos de idade; sócios do ICOM-International Council of Museum; funcionários do IPHAN; alunos e professores das escolas públicas federais, estaduais e municipais; brasileiros maiores de 65 anos; guias de turismo e estudantes de museologia. Alunos agendados da rede particular de ensino e brasileiros maiores de 60 anos e menores de 65 anos pagam a metade do valor. Aos domingos, a entrada é franca.



Links interessantes:
Embaixada Portuguesa no Brasil
Atuação da corte no Brasil

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Charles Darwin visita o Rio

por Lucas Sobrinho

Na exposição "Darwin: Descubra o Homem e a Teoria Revolucionária que Mudou o Mundo", que estará em cartaz no Museu Histórico Nacional, no Centro, de 23 de janeiro a 20 de abril, o carioca terá a oportunidade de entender melhor a trajetória de Charles Darwin (1809-1882).
O horário de funcionamento do museu é de segunda à sexta-feira das 9 às 18 horas e sábado, domingo e feriados das 10 às 18 horas. A entrada custa 15 reais e estudantes pagam meia. Menores de 7 anos, maiores de 60 e estudantes de escola pública com horários agendados não pagam.

"Eu acho muito bom que estudantes possam ter esse tipo de opção para estudo. Hoje não precisamos sair do país para ver exposições de qualidade" afirma Ana Lígia Pimentel, aluna de turismo da Universidade Estácio de Sá. Essa mostra teve início em Nova Iorque, em 2005 e na cidade de São Paulo teve mais de 175 mil visitantes. Fotos, vídeos e textos divididos em oito seções, mostram com detalhes a vida de Charles Darwin. Foca também em detalhes a passagem do autor do livro “A origem das espécies” pela América do Sul. No continente sul-americano, Darwin obteve avanços estrondosos no caminho do desenvolvimento de seu trabalho e estudos.

A exposição ainda tem uma recriação da Mata Atlântica, bioma essencial para a obra do naturalista. Observando tartarugas nas ilhas de Galápagos, Darwin percebeu que esses animais tinham diferenças básicas entre si, dependendo das condições físicas dos locais onde habitavam, iniciando assim, seu estudo sobre a evolução das espécies a partir da seleção natural.
Links relacionados :
http://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Darwinhttp://www.brasilescola.com/biologia/charles-darwin.htmhttp://www.ritla.net/index.php?option=com_content&task=view&id=194&Itemid=68http://www.darwinbrasil.com.br/darwin/rj/index.asp